Não vendo tecnologia. Cuido de histórias que não podem desaparecer.
Artista visual · Tecnólogo criativo · Educador
Daqui a cem anos, alguém vai poder estar cara a cara com Gilberto Gil.
Eu ajudei a tornar isso possível.
Sou Clelio de Paula. Transformo memória e cultura brasileira em coisas que as pessoas podem viver — com realidade estendida e inteligência artificial. E ensino a pensar com essa tecnologia, não a obedecê-la.
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O que eu penso
Imortalizar não é ressuscitar. É fazer durar — para que a próxima geração possa encontrar, e não só ler sobre.
A memória é de quem a vive. Eu não chego como quem revela; chego como quem cuida. A última palavra nunca é minha.
Uso IA a serviço da cultura, não contra ela. E ensino isso: uma geração que sabe questionar a máquina é a melhor garantia de que a cultura sobreviva a ela.
No fundo, meu trabalho é sobre uma coisa só: fazer com que a memória não se perca — e volte a circular.
Obra
Uma seleção. Cada peça é a prova de uma ideia — não um troféu.
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vídeo · +7Gil Futurível
Imortalizar não é ressuscitar — é fazer durar.
Gilberto Gil em três dimensões, capturado do jeito que ele é hoje e validado pelo próprio artista. Inspirado na canção "Futurível" (1969), feita após sua prisão na ditadura — a visão de um futuro possível virou experiência interativa, onde o público encontra o artista em seu "segundo estágio de humanoide".
Créditos Azimove Labs · Rastro · Gege Produções · apoio Kusama Society
Reconhecimento Prata no Latin American Design Awards · referência em concurso público da FGV · NFT.Rio -
+7 fotosXingu Ensemble
A memória é de quem a vive.
Construído com o povo Kuikuro, no Alto Xingu — os anciãos assumiram a coautoria e ditaram o que podia ser registrado. Nasceu de duas residências na Aldeia Ipatse (2017 e 2018) e de um trabalho contínuo de documentação volumétrica com comunidades indígenas brasileiras.
Com povo Kuikuro · Takuma Kuikuro · Aldeia Ipatse, Alto Xingu
Exibições Tate Modern Exchange Week · Horniman Museum & Gardens (Londres) · Museu do Amanhã
Reconhecimento finalista (shortlisted), Lumen Prize 2018 -
vídeo · +7Sementes do Rei do Candomblé
IA a serviço da cultura — contra o racismo religioso.
A memória de Joãozinho da Gomeia reconstruída como ferramenta pedagógica contra a intolerância. As imagens geradas por IA foram validadas pela liderança religiosa — a legitimação social é o que autoriza a obra, não a tecnologia.
Com validação de Mãe Seci Caxi · matriz africana por consentimento e reparação
Fomento Lei Paulo Gustavo (RJ) · aprovado com nota máxima -
vídeo · +7Sobre Corais
Arte e tecnologia diante de uma urgência.
A memória de um patrimônio natural em risco, reconstruída em nuvem de pontos e atravessável. Arte e tecnologia diante da urgência ambiental — o recife que some, preservado como documento que se pode habitar.
Exibições CCBB Rio de Janeiro · CCBB São Paulo
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vídeo · +7RePangeia
Uma travessia tecnoxamânica.
Uma paisagem reconstruída em nuvem de pontos e vídeo volumétrico, atravessável em realidade virtual — onde tecnologia e cosmovisão se encontram. Apresentada no Museu do Amanhã.
Exibição Museu do Amanhã, Rio de Janeiro
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vídeo · +7Corpos Estranhos em Espaços Infinitos
Esculturas que só existem no entre.
Formas orgânicas digitais que habitam o espaço real pela realidade aumentada — corpos estranhos suspensos entre o físico e o virtual. Apresentada no RioFestiv.al.
Exibição RioFestiv.al, Rio de Janeiro
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+7 fotosMicroutopias
O corpo aciona a máquina.
Instalação multimídia interativa do Creative Lab: sensores eletrônicos acionam luz, vídeo e som em tempo real. Pesquisa coletiva no Galpão Bela Maré e no Oi Futuro.
Com Michele Cinq · Beatrice Beauvoir · Evangelia Kranioti · Cecilia Din
Parceria People's Palace Projects · Queen Mary University of London -
+4 fotosO que eu quero ainda não tem nome
A página impressa que ganha imagem viva.
Experiência em realidade aumentada para o Festival Multiplicidade, ligada ao livro-experiência BRASIS: QR Codes na publicação acionam rostos e máscaras em AR — um convite à provocação, no cruzamento entre o papel e a imagem viva.
Obras visitáveis vivem na MEMOrIA XR ↗
Palestra & aula
Do que eu falo
- Memória, patrimônio e tecnologia — como fazer a cultura circular.
- IA generativa a serviço da cultura, não contra ela.
- Como se ensina a pensar com a máquina — e não a obedecê-la.
- Os bastidores: como se captura um artista, como se cuida de um acervo.
Onde já estive
- TEDx
- Rio2C
- Wired Festival
- ArtRio
- PUC-Rio · pós em narrativas imersivas
- Domestika · +500 alunos
Sobre

Clelio de Paula é artista visual e tecnólogo criativo. Há mais de dez anos transforma memória e cultura brasileira em experiências que as pessoas podem viver, com realidade estendida (XR) e inteligência artificial.
É fundador e diretor criativo da WeSense, criador do Framework de Contexto Cultural (FCC™) e foi gerente do Laboratório de Atividades do Amanhã, no Museu do Amanhã. Imortalizou Gilberto Gil em 3D, levou o povo Kuikuro do Xingu à Tate Modern e ao Horniman Museum (Londres), e reconstruiu o samba de Vila Isabel em realidade mista.
É professor de IA generativa — ensina a pensar com a tecnologia, não a obedecê-la — e instrutor na Domestika. Foi indicado três vezes ao iBest.
Reconhecimento
- Latin American Design Awards — Prata (Gil Futurível)
- Lumen Prize 2018 — finalista (shortlisted) · Xingu Ensemble
- iBest — Influenciador de Inovação e Tecnologia · indicado 2023, 2024 e 2026
- Obras como referência em concursos públicos da FGV
Formação
- Artes Visuais — EAV Parque Lage
- Base técnica em engenharia — UFRJ
- Museologia — UNIRIO (em curso)
Contato
Me chama se você cuida de um acervo, uma história ou um legado que merece não desaparecer.